(Foto: Mateus Conte/Jornal Audácia)

Unesp anuncia reformas e modernizações na moradia estudantil do câmpus de Botucatu

A moradia estudantil da Unesp de Botucatu, que acolhe 64 alunos no total, passará por reformas e modernizações nos próximos meses. A obra é resultado do programa de retomada “Unesp Presente”, ação que prevê uma série de investimentos no retorno às atividades presenciais em todas as unidades da Universidade.

No total, a Unesp destinou R$ 15 milhões para melhorias ou ampliações nas moradias estudantis em 12 câmpus, sendo que a unidade de Botucatu receberá cerca de R$ 800 mil. O prazo de execução será de até 36 meses para as obras de infraestrutura e compra de equipamentos e mobiliário.

Segundo um estudo realizado pela Comissão Permanente de Permanência Estudantil e a Coordenadoria de Permanência Estudantil sobre as moradias estudantis da Unesp, a unidade de Botucatu carece de reformas na parte civil, hidráulica e impermeabilizações, além da adequação das calçadas no entorno dos prédios e a aquisição de novos interfones. O documento ainda indica a necessidade de avaliar as condições estruturais, sanitárias, de conservação e habitabilidade do prédio da moradia estudantil.

“As nossas principais demandas eram com relação ao piso em volta das casas, que está afundando já tem bastante tempo. Outra questão é em relação a alguns blocos daqui: a moradia tem oito blocos que abrigam até 64 pessoas no total, quanto tem lotação máxima.  Os blocos 1 ao 4 estão com problemas estruturais nos muros do quintal e no bloco 1 o piso da cozinha está soltando, estas são as principais demandas estruturais”, disse Marcelo Luiz da Silva Camillo, representante dos estudantes da moradia estudantil.

“O muro que dá para a rua é baixo e permite que pessoas do lado de fora olhem dentro dos quartos, mas graças à ajuda da UNESP foram colocadas cortinas recentemente. Mesmo assim, o muro vai ser elevado. Essas demandas estão dentro deste edital, mas outras com relação a eletrodomésticos, por exemplo, não puderam entrar nesse orçamento”, conclui o discente.

O professor Luiz Fernando Rolim de Almeida, diretor do Instituto de Biociências do câmpus de Botucatu (IBB-Unesp), opinou sobre as modernizações na moradia estudantil. “Depois de tanto tempo, é uma satisfação proporcionar aos estudantes uma reforma que dê a eles um dia-a-dia ainda mais digno, a partir de uma infraestrutura adequada. Essas reformas trazem o aprimoramento do processo de inclusão social que a Unesp vem fazendo há alguns anos, por meio das ações de permanência estudantil”.

As obras se iniciam cerca de um mês após a paralisação das aulas promovida por alunos da UNESP de Franca, que reivindicavam a conclusão das obras na moradia estudantil daquele campus. Muito embora estas verbas já estivessem previstas, a pressão dos manifestantes foi o suficiente para acelerar o término das obras.

com informações da ACI UNESP

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