Livre-docente em Neurologia Clínica do Departamento de Neurologia, Psicologia e Psiquiatria da Faculdade de Medicina de Botucatu (FMB-UNESP), o médico Rodrigo Bazan é um dos editores do livro “AVC Fora da Caixa: a linha de cuidado e seus maiores desafios”, lançado durante o último Congresso Brasileiro de Neurologia. Também assinam a obra os pesquisadores Marcos Christiano Lange, Maramélia Araújo de Miranda Alves e Letícia Costa Rebello.
Lançado pela Editora Di Livros, “AVC Fora da Caixa” é uma realização da Academia Brasileira de Neurologia, que inicialmente o distribuiu exclusivamente aos participantes de seu curso de atualização online lançado em 2021. A repercussão foi tão positiva que levou os especialistas a ampliarem sua distribuição, considerando a possibilidade de colocá-lo à venda no mercado editorial.
A obra foi uma das últimas realizações de Bazan como vice-presidente da Sociedade Brasileira de AVC, cargo que ocupou entre os anos de 2020 e 2022. A nova diretoria executiva foi eleita em Assembleia Geral Ordinária (AGO) da entidade, realizada durante o Congresso Brasileiro de Neurologia, na capital cearense. “O cenário nacional é muito carente de boas obras voltadas a essa temática. Por isso passamos anos nos dedicando a esse trabalho. Foi desafiador e muito trabalhoso. Mas deu tudo certo e ficamos muito felizes com o resultado final”, afirma Bazan.
A contribuição do docente da FMB para criação de publicações que sirvam de referência para a atuação de profissionais envolvidos com o trabalho de tratamento e reabilitação de pacientes de AVC antecede ao lançamento do livro. Há pouco mais de quatro anos, quando ocupava a coordenação do Departamento Científico de Reabilitação Neurológica da Academia Brasileira de Neurologia, Bazan lançou a proposta de elaboração de uma diretriz brasileira de reabilitação neurológica pós-AVC.
“Até então não tínhamos no Brasil nenhuma diretriz focada na reabilitação, para orientar com padrões mínimos de evidência, fisioterapeutas, médicos, unidades de AVC, unidades de reabilitação pós-alta, sobre o deve ser feito com o paciente durante a internação e no pós-alta para o AVC. A proposta foi estabelecer os cuidados e a forma de avaliação do paciente que cada profissional deve ter em sua área específica de atuação”, declara o médico.
Sob coordenação de Bazan e do neurologista e pesquisador Dr. César Minelli, um grupo de cerca de 25 profissionais entre fisioterapeutas, médicos, enfermeiros, terapeutas ocupacionais, fonoaudiólogos construiu as diretrizes que foram publicadas na forma de dois artigos na Revista Arquivos de Neuropsiquiatria. Fundada em 1945, trata-se do maior compêndio de neurociências da América Latina.
“Estabelecemos a primeira diretriz brasileira de reabilitação neurológica pós-AVC, publicada em uma grande revista que tem indexação de caráter internacional. Uma das exigências era que a diretriz fosse publicada em inglês, mas já estamos discutindo a publicação de uma versão em português. Tenho me dedicado há quase vinte anos, trabalhando mais de 12 horas por dia em prol de atividades ligadas a doença cérebro-vascular. É um trabalho que vai além da universidade, buscando produzir conhecimento e contribuir para a mudança da realidade que vivenciamos no Brasil”, conclui Bazan.
com informações da Assessoria de Comunicação e Imprensa da Faculdade de Medicina de Botucatu
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